Uma via de mão dupla

Por Caio Leite

A liberdade é o direito de fazer o próprio dever. A citação do filósofo francês Auguste Comte serve de reflexão sobre o momento em que gritos ecoam e necessidades sociais borbulham em meio a um conturbado momento sócio-político vivido no Brasil. Enquanto classes e identidades lutam por direitos ainda não concebidos pelo Estado, muitos ignoram seus deveres. A partir deste cenário, é possível considerar que a ineficiência das autoridades em garantir os direitos dos cidadãos seja causadora da transformação do dever de alguém em algo relativo?

Se em um domingo ensolarado, uma família resolve entrar no carro rumo a um instante de lazer, desfrutando do direito de ir e vir, e é impedida pelo Exército, que tem o dever de garantir a proteção deles, com mais de 80 tiros de calibre pesado, há uma quebra na relação de tais garantias. Desta forma, é preciso erguer-se contra aqueles que violam as prerrogativas da liberdade e entender que é um dever garantir o direito dos desassistidos.

Pela Constituição Federal de 1988, destrinchados em cinco capítulos, os direitos e deveres dos cidadãos estão nomeados e indicados. Mas é preciso garantir que, na prática, todos eles sejam exercidos e garantidos, como uma via de mão dupla, para que haja mudança nos aspectos sociais e que a projeção do futuro seja positiva, segura e construtiva.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s